Prêmio da ABORL-CCF para estudo epidemiológico
07/04/2010ORL ganha novos projetos epidemiológicos
6/4/2010
Em breve, a Otorrinolaringologia brasileira terá um banco de dados epidemiológicos rico, completo e, acima de tudo, inédito. Isso será uma consequência muito bem vinda dos seis projetos epidemiológicos que agregarão conhecimento e dados para pesquisa na especialidade, que hoje são insuficientes. Em reunião realizada na ABORL-CCF no dia 29 de março, o presidente da Associação, Prof. Dr. Ricardo Bento, aprovou a realização de três novos projetos, que se somarão aos três em andamento na especialidade. Os projetos serão desenvolvidos em grandes universidades e com competentes grupos de pesquisa.
Treze trabalhos foram enviados de todo Brasil e três foram selecionados. Um deles foi o projeto de pesquisa desenvolvido no Serviço de ORL da pucrs.
Dra. Viviane Feller Martha - Análise da prevalência de dessaturação da hemoglobina em crianças com hipertrofia adenotonsilar no pré e pós-operatório.
Focado na área do sono, esse projeto será desenvolvido na PUC-RS, com o apoio da ABORL-CCF. Os pacientes com obstrução de via aérea superior por tonsilas faríngeas ou palatinas aumentadas, com indicação cirúrgica, serão analisados em suas residências, durante o sono.
"O uso do oxímetro de pulso com registro armazenado na memória do equipamento possibilita uma verificação da gravidade da doença e um planejamento cirúrgico mais criterioso em casos graves. Além disso, poderá ser avaliada a recuperação da respiração e oxigenação destas crianças, resultado esperado após o tratamento cirúrgico", comenta Dra. Viviane.
Com o uso do oxímetro de pulso, segundo ela, os pacientes não necessitam mais da verificação em hospitais ou clínicas do sono. Porém, é um exame que não substitui a polissonografia nos casos em que não haja registro de dessaturações, mas que como método de triagem tem se mostrado prático e seguro nos casos em que as demonstra.
O uso da oximetria de pulso já vem sendo empregado em pacientes do consultório, e com a ajuda da ABORL-CCF será expandido aos pacientes do SUS com um maior número de crianças estudadas e deve ser encerrado em 18 meses. "Além desse aspecto, temos desenvolvido na PUC-RS linhas de pesquisa com avaliação cardiovascular, antopométrica, audiológica e comportamental nas crianças. Creio que será um grande passo para compreendermos melhor esta doença de alta prevalência na população pediátrica", diz.